Cidade multi-facetada, denominada "capital cultural do Brasil", fervilha de vida e ritmos musicais. A sua oferta gastronómica é suculenta e variada, tendo sido enriquecida ao longo dos tempos por influências trazidas pelas senhoras da Europa e pelas cozinheiras vindas de África; o que nos faz reflectir sobre os poucos dias que dispomos para a experimentar.
Há locais potencialmente perigosos devido ao grande afluxo de turistas em massa, sobretudo aqueles, que seguindo despreocupadamente as explicações do seu guia, exibem a bela máquina fotográfica a tiracolo ou ostentam o valioso colar ao pescoço. Desagradável mesmo é que os inúmeros pedintes chegam a ser persistentes em excesso e até agressivos.
A religião e a superstição convivem lado a lado, por entre dezenas de igrejas e orixás. Existem marcas vincadas da escravatura negra. Nós, os Portugueses de hoje, orgulhosos dos feitos dos nossos antepassados, não podemos deixar de sentir constrangimento ao ouvir falar das marcas deixadas ao longo desse periodo negro da escravatura.
Aos fins de semana as praias enchem-se de gente e música. Difícil mesmo é encontrar espaço na praia para beber um chopp ou de preferência a cerveja Nova Schin, bem gelada e servida em copo pequeno, para não chegar a aquecer. Deveriamos aprender com os nossos irmãos a viver e a conviver com alegria. A sua preferência pela musica nacional, seja samba, axé, brega ou forró, parece dizer tudo.
Numa daquelas visitas organizadas para turista, aproveito para passear em escuna pela Baia de Todos os Santos com paragem para visita à Ilha dos Frades e à Ilha de Itaparica. O passeio, bem organizado, a pensar no turista mas com olho no negócio, foi animado durante toda a viagem por um grupo de 3 músicos-cantores-dançarinos, com um longo reportório de temas brasileiros bem conhecidos.
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