Aproveitando a proximidade do estado do Sergipe, nada mais fácil que alugar um carro e marcar presença naquele que é o mais pequeno estado Brasileiro. Com a chave do carro na mão há que fazer à estrada já que os 300 km que separam Salvador de Aracajú são longos e quentes. Saindo de Lauro de Freitas, cidade da região metropolitana de Salvador, segue-se a pela turística e portajada Estrada do Coco até à Praia do Forte e pela Linha Verde até Mangue Seco já na fronteira com o Sergipe. Dá para perceber a origem do nome desta estrada pois longos são os quilometros que percorremos rodeados de milhares do coqueiros. A avaliar pela quantidade de placas na berma da estrada imaginam-se os belos resorts e habitações de férias que se encaixam entre os coqueiros e as praias.
A Costa do Sauipe, conhecida zona de resorts que facilmente encontramos à venda nas agências de viagem, encontra-se a 80 km de Salvador. Distância suficiente para a maior parte dos turistas ir à Bahia sem visitar Salvador. Que importa? Dirão alguns. No resort não falta nada! Puro engano, o resort está vocacionado para o bem estar do turista; enquanto a cidade tem alma baiana, é real.
Aracajú é uma cidade pacata, até demais. Mais tarde viemos a saber que as segundas-feiras são os dias mais calmos da semana. As longas avenidas marginais, exibindo modernos edíficos de habitação em perfeita harmonia com os jardins do calçadão e os manguezais, indicam que estamos na zona luxuosa das redondezas enquanto o centro virando essencialmente para o comércio em nada difere de outras cidades brasileiras. Pelas 18h00 tudo encerra, os lojistas correm as pesadas portas e a cidade fica vazia até à manhã seguinte quando todos voltarem a trazer-lhe vida.
Apesar de um divertido jantar com direito a show de forró no Restaurante Caripi, o resto da noite foi tranquilo, poucas pessoas passeavam no longo calçadão da Orla da Atalaia. Bebiamos uma tranquila água num restaurante italiano quando alguém pergunta, em português do nosso, o que andamos a fazer por ali. Era um compatriota que por ali se tinha estabelecido, há uns anos, depois de outros tanto de marasmo em Portugal, mais propriamente da zona de Cedofeita de onde era natural. Concerteza já nos teriamos cruzado por cá!
No regresso, não podiamos deixar de passar na praia do Mangue Seco, conhecida depois da rodagem da novela "Tieta do Agreste" inspirada na obra de Jorge Amado. Apesar da penosa estrada de areia de acesso local e uma modesta oferta hoteleira, ainda não está direccionada para o turismo...felizmente!
No regresso, não podiamos deixar de passar na praia do Mangue Seco, conhecida depois da rodagem da novela "Tieta do Agreste" inspirada na obra de Jorge Amado. Apesar da penosa estrada de areia de acesso local e uma modesta oferta hoteleira, ainda não está direccionada para o turismo...felizmente!

Voltavamos a Salvador, quando à nossa frente deparamos com um camião de carga ostentando a frase que daria o mote para o resto do dia: "AMO A MINHA MÃE E O MEU PAI TAMBÉM".
Ainda no regresso foi possivel passar na Praia do Forte para um mergulho mesmo no final da tarde já que o tempo para visitar o Projecto Tamar era escasso. Tratava-se de um bem sucedido projecto de consiência ambiental que visa estudar e proteger as tartarugas marinhas. Ficará para outra oportunidade.
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