Meknès, Marrocos

De passagem por Khénifra, apercebemo-nos que a cidade se engalanava para receber o Rei, a ponto da polícia nos ter abordado em pleno restaurante interrogando sobre as nossas intenções e convidando a procurar outra cidade uma vez que os hotéis estariam cheios. Tranquilamente ali pernoitamos prosseguindo de manhã em direcção a Meknès enquanto os habitantes já deambulavam pelas ruas com as suas melhores vestes para receber o seu querido monarca. Na realidade, a impressão geral que retemos das conversas de circunstância, os marroquinos têm Mohammed VI como amigo do povo e o responsável pelo desenvolvimento que o país tem tido, sem descurar as populações do interior. Aliás é tido como melhor governante que Hassan II seu pai. Em Mherirt, instalamo-nos comodamente para assistir à passagem do Rei enquanto encomendávamos umas costeletas de borrego aparadas directamente da peça para a grelha.


Ao longo da estrada os polícias permaneciam estoicamente, de postura firme e sob um sol intenso mas o Rei teimava em não aparecer. À chegada a Meknès finalmente assistiu-se à passagem do Rei e todo o seu séquito em grande estilo, com os seguranças pendurados nas portas de modernos Cherokees enquanto Mohammed VI se deslocava num antigo Mercedes acenando à plebe. Nós, optamos por negociar uma caleche e partimos à descoberta da cidade.

Meknès é uma cidade imperial que funcionou como capital do reino no reinado do Moulay Ismaïl. A parte antiga da cidade, elegante e bem desenhada, está localizada no interior da medina estando por sua vez esta envolta numa longa muralha ao seu redor, com majestosas entradas como a porta junto à Praça El-Hedime. Consta que as obras duraram mais de cinquenta anos e muita dôr de cabeça ao Moulay.


O dia estava quente q.b.sobretudo no interior da medina onde as estreitas ruas, praticamente todas em obras, tornavam a caminhada bastante penosa.